domingo, 27 de maio de 2012


Olha quem nos governa " um homem sem palavra"  
E ai eleitores desse crápula???? aprende a votar pessoal ,para não causar mais sofrimento a população.

A greve de professores: esclarecimento e chamada à razão.

E se possível, divulgem: repassem, busquemos mobilizar a sociedade para apoiar-nos, divulgar e levar algumas pessoas a entender a real importância do movimento.


"ORA PRO NOBIS...

Lendo uma postagem de uma colega a respeito da indiferença da sociedade frente à GREVE DOS PROFESSORES DO ESTADO DA BAHIA, fiquei incomodado com essa apatia da população, do Ministério Público, das Igrejas, da CNBB, dos Artistas Baianos, da Mídia, ao mesmo tempo preocupado com os desígnios da educação neste estado.
Não faz muito tempo que a sociedade baiana viveu momentos de apreensão e insegurança com a greve dos PMs. É fato que todos nos desejávamos que essa manifestação tivesse logo um desfecho tranquilo e que esses profissionais retornassem aos seus postos com as suas reinvindicacões atendidas.Todavia, fora preciso que o trânsito parasse,que lojas e supermercados fossem saqueados,que a força de segurança nacional fosse acionada; que o número de homicidio aumentasse e que ameaçasse o CARNAVAL dos empresários, dos blocos,da rede de hotelaria, dos turistas, da Rede Globo, da Band, do Chiclete, da Ivete...
E a greve dos professores ameaça a quem mesmo? À Lei de Responsabilidade Fiscal? Às Eleições Municipais ou ao Ano Letivo dos alunos? Parece-me que este último não tem grande força em comparação ao carnaval, haja vista à posição arbitrária e atroz desse governo ao cortar direitos e salários de um classe tão massacrada, mas fundamental para o progresso de uma Nação.
Quem realmente está se importando com a educação neste estado? Aonde estão os movimentos estudantis, os pais dos alunos, as Igrejas, a oposição, as forças sindicais,os magistrados e promotores, a mídia, as redes socias(os "facebookeiros"), que não abraçam essa causa? Será que essa nossa luta não é justa? É insano um aumento de 22,22% comparado aos 61,8% que os próprios deputados se presentearam na véspera do Natal (23/12/2010). Esse aumento estava no orçamento do ano subseqüente(2011)?
À propósito, quanto custa um deputado estadual somando-se salário + verba indenizatória + verba de gabinete? Cada deputa- do estadual baiano custa aos cofres públicos cerca de R$ 114 mil por mês (existe carga horária? há assiduidade? comparecem às sessões regularmente?) e todos juntos significam mais de R$ 87 milhões ao ano. O valor do orçamento da Assembleia Legislativa previsto para 2012 é de R$ 351 milhões.
O que significa esse valor frente a um salário de um professor Licenciado de 40 horas, padrão P e grau I, que recebe seus " milagrosos" R$ 1.659,94? (tabela Maio/2012).
Além do mais, quanto é repassado do FUNDEB e gasto com o a folha de pagamento de professores? Quanto custam as propagandas do governo em horário nobre de televisão e nos mais diversos meios de comunicação? Por quê não se tornam públicas as informações sobre a execução orçamentária e financeiras da Assembleia Legislativa? Por que essa blindagem toda com as contas públicas? Por quê as contas da Assembleia Legislativa da Bahia (AL) não são julgadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE)há mais de cinco anos? Por quê...?
Se com a greve dos policiais não houve urgência em resolvê- la mesmo com os holofotes da mídia e repercussão em todo o mundo, cobrando uma ação eficaz do governo, que atitude se esperar desse governo em face à greve de professores de escola pública? ( invibializar o ano letivo? Pressionar os professores não pagando os salários...?). A sociedade cobrou uma solução urgente para a greve dos PMs por achar que eles merecessem um salário digno ou por que as suas vidas e o seus patrimônios estavam correndo riscos?
E os nossos alunos que riscos causam à sociedade? Que prejuizo causam aos cofres públicos? O que significa o aluno na sala de aula para o governo senão números e cifras? À propósito, como anda o IDEB da Bahia?
Ora, colegas, se a nossa greve não repercute, de imediato, na economia, na segurança,na bolsa de valores..., infalivelmente trará sérias consequências , no futuro, para toda a sociedade. Crianças e jovens sem aula hoje é caminho para drogas amanhã, para a violência, para o fracasso profissional...
Educação sem qualidade, sem ambiente adequado, sem valorização e respeito para com o PROFESSOR, isso sim é um dos maiores crimes que se pode cometer, pois não só se perdem vidas, mas sobretudo perde-se o direito de APRENDER E CRESCER COMO UM VERDADEIRO CIDADÃO."

"...Enquanto os homens
Exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede
São tantas vezes
Gestos naturais..."

(Caetano. Veloso)

quarta-feira, 23 de maio de 2012


Cura pela imposição das mãos

Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar. O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela igreja Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o espiritismo, que pratica o chamado “passe”.

Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos. “Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.

Segundo o cientista, durante seu mestrado foram investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. “Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos”, completou.

A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos. “A ciência chama estas energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível”, explicou.

As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão. “O interessante é que este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição.”

Somente a pureza será capaz de atrair a Divindade.
Quando os ferrinhos estão impregnados de ferrugem
mesmo a mais poderosa Ímã não consiguirá atrair eles - Baba

terça-feira, 15 de maio de 2012


 Internet apavora a velha mídia
Por Altamiro Borges

Não é apenas a revista Veja, denunciada por suas ligações com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, que está desesperada com os “insetos”, “robôs” e “petralhas amestrados” das redes sociais. Toda a velha mídia, no Brasil e no mundo, teme o vertiginoso crescimento da internet. Um estudo recente confirma que o seu modelo de negócios está em declínio acelerado.
Estimativas apresentadas na semana passada pela seccional brasileira da agência Interactive Advertising Bureau (IAB) indicam que os jornalões serão superados pela internet como mídia mais acessada até o final deste ano. Mas não são somente os veículos impressos que perderão publicidade e terão o seu faturamento reduzido. As emissoras de televisão também sofrerão abalos.

Menos tempo diante da TV

Segundo Fabio Coelho, presidente do IAB-Brasil e também da filial do Google, em 2012 o meio digital crescerá 39%, fechando o ano com 13,7% de participação no mercado de comunicação e faturamento na casa dos R$ 4,7 bilhões. No ano passado, a web representava 11% do bolo publicitário. Para ele, a internet é “um mercado pujante”, que irá superar rapidamente as outras mídias.
O estudo da IAB, intitulado “Brasil Conectado: Hábitos de Consumo de Mídia”, aponta a existência de 80 milhões de internautas no país, dos quais 49% pertencem às chamadas classes C, D e E. Na rotina dos brasileiros, a internet já é considerada o meio mais importante para 82% dos 2.075 entrevistados. Mais de 40% deles passam, pelo menos, duas horas por dia navegando na rede, enquanto apenas 25% gastam o mesmo tempo assistindo TV.

“No limiar de uma grande transformação”

A internet aparece como a atividade preferida por todas as faixas etárias, de renda, gênero e região quando se tem pouco tempo livre, somando 62%. Em casa, a web é acessada pela manhã, quando 69% se conectam, 78% acessam à tarde e 73% à noite. Ela também é a mídia mais popular nos locais de trabalho, escola, restaurantes, shoppings e na casa de amigos.
“Todos os dados confirmam a expansão do mercado, que tende a se acentuar com as iniciativas de ampliação do acesso a banda larga e também ao aumento da base de smartphones. Estamos apenas no limiar de uma grande transformação”, garantiu Fabio Coelho, presidente do IAB, ao jornal O Globo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012



Impermanência
Chagdud Tulku Rinpoche
"A vida é como um piquenique em uma tarde de domingo... ela não dura muito tempo. Só olhar o sol, sentir o perfume das flores ou respirar o ar puro já é uma alegria. Mas se tudo o que fazemos é ficar discutindo onde pôr a toalha, quem vai sentar em que canto, quem vai ficar com o peito ou a coxa do frango..., que desperdício! 
Mais cedo ou mais tarde o tempo fecha, a tarde cai e o piquenique acaba. E tudo o que fizemos foi ficar discutindo e implicando uns com os outros. Pense em tudo que se perdeu.

Você pode estar se perguntando: se tudo é impermanente, se nada dura, como pode alguém viver feliz? É verdade que não podemos, de fato, agarrar ou nos segurar às coisas, mas podemos usar esse conhecimento para olhar a vida de modo diferente, como uma oportunidade muito breve e rara. Se trouxermos à nossa vida a maturidade de saber que tudo é impermanente, vamos ver que nossas experiências serão mais ricas, nossos relacionamentos mais sinceros, e teremos maior apreciação por tudo aquilo que já desfrutamos.

Também seremos mais pacientes. Vamos compreender que, por pior que as coisas possam parecer no momento, as circunstâncias infelizes não podem durar. Teremos a sensação de que seremos capazes de suportá-las até que passem. E com maior paciência seremos mais delicados com as pessoas a nossa volta. Não é tão difícil manifestar um gesto amoroso quando nos damos conta de que talvez nunca mais estaremos com a nossa tia-avó. Por que não deixá-la feliz? Por que não dispor de tempo para ouvir todas aquelas histórias antigas?

Chegar à compreensão da impermanência e ao desejo autêntico de fazer os outros felizes nesta breve oportunidade que temos juntos, constitui o começo da verdadeira prática espiritual. É esse tipo de sinceridade que efetivamente catalisa a transformação em nossa mente e em nosso ser. Não precisamos raspar a cabeça nem usar vestes especiais. Não precisamos sair de casa nem dormir em uma cama de pedras. A prática espiritual não requer condições austeras.... apenas um bom coração e a maturidade de compreender a impermanência. Isso nos fará progredir".

sábado, 5 de maio de 2012


Alamar é amigo querido, que sempre escreve coisas que gosto muito...e esta matéria achei muito boa, verdadeira e até divertida.
Um grande abraço Alamar 
Angela Carrera

Um país que estimula o alcoolismo

Pode parecer uma apelação, este título que coloco nesta matéria, mas, diante da realidade que vivemos em nosso país, peço que você analise com isenção o que escrevo aqui e diga se é apelação.
É impressionante a cultura que o Brasil tem de incentivar o alcoolismo, apesar da desgraça que ele proporciona todos os dias, tragédias atrás de tragédias, lares enlutados, famílias destruídas e tanta tristeza, mostrada diariamente pelos telejornais da televisão e pela imprensa em geral.
Recentemente eu vi o Jornal Nacional mostrar a Presidente Dilma, em visita aos Estados Unidos, diante do Presidente Barack Obama, apresentando um produto brasileiro, em um momento em que o mundo tem voltado as atenções para o nosso país.
Que produto era aquele?
A CACHAÇA!!!!!
Gente, que me desculpe, mas eu não sei se sou eu que tenho um parafuso fouxo, se sou eu o desajustado ou se é o país que está mesmo num processo de inversão de valores, na exposição do ridículo.
Pelo amor de Deus, diante de tanta coisa boa que este Brasil produz, diante de tanta coisa útil que pode exportar para o mundo, como pode a nossa Presidente da República dar ênfase logo para a praga da cachaça?
É como se dissesse: Nós temos produto para embriagar as pessoas de todos os países e promover muitas desgraças nos lares.
Imaginemos a cena, com o Evo Morales sentado na Casa Branca, ao lado do mais poderoso homem do mundo, anunciando a cocaína, o produto orgulho do seu país?
Aí os hipócritas de plantão, na contramão da sensatez, vêm querer interpelar:
- Peraí, Alamar, agora você já está apelando. Comparar cocaína com cachaça é o fim da picada.
Éhhhh, gente, os defensores do alcoolismo assim como os defensores do cigarro, têm essa mania de considerar esses vícios, terríveis, como drogas lícitas e até leves.
Lícitas? Leves?
É claro que a cocaína é uma desgraça também, mas o que é que causa mais desgraças e tragédias, conforme apontam todas as estatísticas, a cocaína ou o alcoolismo? Não tem nem comparação, a diferença é enorme. Vejam quantos milhares de brasileiros morrem por ano, em decorrência do alcoolismo e veja quantos morrem por causa da porcaria da cocaína.
É preciso que a sociedade repense esse tratamento maluco que ela dá a esse vício terrível.
Aí fica esse festival sem vergonha de cinismo social:
Eu gosto de tomar minha cachacinha, antes do almoço.
Adoro minha cervejinha nos finais de semana.
Não dispenso um wiskyzinho com os amigos.
Aí você visita certas residências e, qual é a parte da casa que as pessoas mais têm prazer em apresentar para os amigos?
O barzinho!!! E fazem questão de apresentar garrafa por garrafa, com um orgulho enorme, em dizer que aquela do rótulo dourado é 12 anos, ou outro é importado da Alemanha... etc. etc. etc...
E depois vêm as tragediazinhas, os bêbadozinhos dirigindo os seus carrinhos, atropelando e matando as suas vitimazinhas, para depois contratarem um advogadozinho para, descaradamente, negar que ele estava bêbado, na prática da vergonhosa mentira jurídica que faz com que juízes ridículos e insensatos punam apenas com cestas básicas, livrando verdadeiros criminosos e assassinos da cadeia.
Como são brandas as penas para assassinos bêbados.
Que país mais sem vergonha, o nosso!
Vocês já viram que coisa mais ridícula a lei brasileira, em relação ao bafômetro?
Pra começar, é um instrumento que governo nenhum, federal, estadual ou municipal faz a menor questão de investir. Não dá dividendos políticos e não traz arrecadação.
Bando de canalhas. Só investem, e como investem, em caríssimas instalações de câmeras para multar veículos, na vergonhosa mania de extorsão da população brasileira, com essa ridícula indústria das multas, onde muitos ganham por fora.
Ainda vem com a cara de pau mais cínica do mundo, querer justificar que o objetivo é “educar o trânsito”, como se os mais graves e mais trágicos problemas de trânsito fossem os estacionamentos sem pagar a praga da zona azul, o dirigir um pouco acima da velocidade determinada, a falta do uso do cinto e outros detalhezinhos mais. A sigla SET, em São Paulo, por exemplo, significa “Sistema de Extorsão no Trânsito”.
Ora, praga, a grande maioria dos índices de acidentes de trânsito ocorre exatamente por conta da embriaguês alcoólica.
Por que esse detalhe não é punido com o rigor que deveria ser?
Ainda vem uma legislação, que, no auge da burrice nacional, determina que ninguém é obrigado a soprar no bafômetro, sob a argumentação de que ninguém é obrigado a construir provas contra si mesmo, em mais uma vergonhosa e estúpida demonstração de que o país adora mesmo proteger o alcoolismo.
Se houvesse bom senso e dignidade na lei, o que já teriam feito?
Inverter a razão do sopro ao bafômetro: Em vez da necessidade de soprá-lo para provar que estava embriagado, pelo contrário, as autoridades deveriam determinar que a pessoa, acusada de estar bêbada ao volante, deveria soprar para provar que NÃO estava bêbada e que não havia álcool no seu sangue.
Por que não fazem isto?
Todo motorista envolvido em acidente, que de fato não estivesse embriagado, faria questão, por interesse próprio, de procurar o policial e pedir o bafômetro para soprar, porque aquele laudo serviria para a sua defesa, e não prova contra si próprio, pelo menos quanto ao aspecto do alcoolismo ao volante.
Está na cara que todo indivíduo que se nega a soprar um bafômetro, com certeza absoluta está implicitamente confessando que estava dirigindo bêbado mesmo, pois, em caso contrário, jamais se recusaria a tal procedimento, se de fato não tivesse bebido.
Você, que acompanha a televisão, já deve ter se cansado de ver, nos telejornais, inúmeras tragédias de assassinos que matam dirigindo bêbados e todas as reportagens invariavelmente dão o nome do criminoso, nome da cidade, data do acidente e nome da vítima. Vou lhe dar uma sugestão, embora não seja nada agradável da gente fazer e dá um trabalhão danado, mas que serve para observar a realidade dos fatos.
Pegue um caderno, ou mesmo o seu computador, e anote esses dados. Vá anotando, vá colecionando os casos e, depois de um ano, mais ou menos, você terá algumas centenas de casos registrados.
Depois comece a pesquisar, caso a caso, como ficou, já que temos hoje a internet, que é excelente para este tipo de coisa.
Sinto em lhe dizer que você vai sentir uma amargura enorme e uma decepção terrível com o seu país, pois constatará que quase todos estarão fora da cadeia. Deu pra ler direito? Eu disse e repito que você vai perceber que quase todos estão fora da cadeia, não é só a maioria não, é quase todos!
O bêbado ainda debocha, na cara do repórter e do policial. Ele sabe que nada vai acontecer com ele.
É quando vai saber que a famosa ação do “o advogado nega”, muito comum no Brasil, fez com que a praga da JU$TI$$A brasileira se limitasse a condenar com cestas básicas, a usar o tal argumento do “é réu primário”, do “tem residência fixa”, do “pode responder em liberdade” e sempre a aplicação do descarado jeitinho brasileiro.
Em contra partida, vai ver casos como aquele da Dona Luiza Rodrigues Pereira, aquela velhinha de 74 anos, de Vianópolis, interior de Goiás, aposentada, que ganha apenas um salário mínimo, ser colocada atrás das grades, porque não teve condições de pagar pensão alimentícia para netos, (foto ao lado). Assim como outros estão presos porque roubaram 250 gramas de margarina num supermercado; outro preso, para atender aos interesses dos bancos, acusado de infiel depositário, etc... Esses não têm chances de responder em liberdade, não tem chance de pagar com cestas básicas e não tem juiz que leve em consideração quando “o advogado nega”.
Até quando a magistratura brasileira vai viver fingindo ingenuidade, a não entender uma coisa desta?
Por que os legisladores brasileiros não mudam a lei que vige no País?
Por que aos finais de semanas, os senhores deputados e senadores também se reúnem para o wiskyzinho com os amigos e saem, também, eles, as suas peruas esposas e os seus filhos, dirigindo bêbados.
A cultura da proteção ao alcoolismo vem de muito tempo, no Brasil e no mundo.
A própria Bíblia já ensina que encher a cara e fazer besteiras é algo normal e que ninguém deve dar tanta importância, como o exemplo de Noé, que totalmente bêbado, resolve ficar nu diante da esposa dos seus filhos e ainda amaldiçoa um deles, que resolveu reclamar por tamanho ridículo, e ainda era protegido de Deus, mesmo agindo daquela forma.
Durante muito tempo os pais, no extremo do ridículo, faziam questão de incentivar que o seu filho, homem, tomasse bebida alcoólica, para “provar”, para os outros, que era macho. Por incrível que pareça existem registros de pais que colocam um pouco de cachaça na mamadeira do bebê, morrendo de rir, afirmando para os outros “este aqui é homem, no duro”.
Numa festa, quando alguém está bêbado, todo mundo morre de rir, acha engraçado.
Quando alguém conta que pegou um porre, em determinado momento, todo mundo que está ao lado fica escutando o relato, ri muito, como um monte de hienas irracionais, acha bonito aquilo e vê o fato como algo interessante, sem problema nenhum.
O jovem adora dizer “tomei todas que tinha lá”, e todos os outros adolescentes, ao seu redor, morrem de rir, porque o vêem como se fosse um herói, quando na verdade é um herói do ridículo e da imbecilidade.
Conheço vários casos de amigas que, quando namoravam, sabiam que o cara era alcoólatra, era viciado, e, mesmo alertadas do que poderia advir no futuro, enganando a elas mesmas diziam:
- “Ah, você também exagera em tudo. Ele só bebe socialmente. Eu o amo, é o homem da minha vida e eu sei muito bem o que quero pra mim”.
Hoje estão entrando na porrada, na prática comum das agressões domésticas que a embriaguês proporciona, e não têm coragem nem de dar parte numa delegacia de polícia, invocando a Lei Maria da Penha, porque são imbecis que dizem “Não quero acabar o meu casamento”. Grandes coisas.
E ainda tem o outro sério problema, que é a carência íntima, já que o desempenho sexual já foi pra cucuia também, há muito tempo.

Mas mantém a cultura masoquista de preferir viver num inferno, a sua vida inteira, pra poder continuar ostentando para as outras, que tem um marido. O que tem, muitas vezes, é um verdadeiro animal dentro de casa, mas chama de marido.
Têm outras que se pegam em bobagens religiosas:
- “O que Deus juntou, o homem não deve separar”.
Misericórdia! Que Deus é esse seu, que te junta com uma praga dessa, peste? Deixe de ser burra.
Têm outras que, também na expressão do ridículo, dizem:
- “Me disseram que eu tenho compromisso com ele, de outras encarnações, e que eu tenho que suportar, porque este é o meu carma”
É outra idiota que não sabe o que está dizendo. Faz a merda dela aqui, sabia que o bicho era um alcoólatra, desde os tempos de namoro, sempre soube das desgraças que o alcoolismo faz nos lares, casou com a praga porque quis, agora vem dizer que é coisa de origem reencarnatória. É besta demais, né?
Você sabia que uma fábrica de cachaça tem uma facilidade enorme para conseguir verbas de incentivo do BNDES?
Sabia que se a solicitação da verba for para construir um hospital ou um estabelecimento de ensino, as dificuldades são enormes e as exigências burocráticas praticamente leoninas?
Eu tinha um conhecido antigo, em Belém, o meu amigo Josino, que era um pau dágua de marca maior, daquele tipo que era encontrado bêbado, constantemente, deitado na via pública, todo vomitado e até cachorro lambendo a sua boca. Já morreu, de tanta cachaça, coitado.
Só que ele não admitira, de forma alguma, ser chamado de alcoólatra porque dizia “eu bebo SOCIALMENTE”.
Quando alguém diz que bebe socialmente, está querendo passar atestado de trouxa para os amigos ou pra ela mesma?  
Misericórdia.
Para concluir devo informar aos amigos que são empresários e comerciantes que, se o seu negócio não estiver muito bom, no Brasil, mude de ramo, monte uma fábrica de cachaça, que é um excelente negócio e tem muita facilidade de conseguir incentivos do BNDES, com carência e tudo para começar a pagar.
É uma vergonha o país onde a gente vive.
O que dirão as civilizações do futuro, quando lêem nos livros de história que o Brasil fazia isto?
                        
Abração.
Alamar Régis Carvalho
Analista de sistemas, escritor e AINSF Dinastia
alamarregis@redevisao.net
www.alamarregis.com
 www.site707.com
 www.redevisao.net

Ah, tem um aviso aos meus amigos: Você, que gosta de receber os artigos do Alamar, dê uma entradinha no meu site pessoal, e se cadastre lá, como amigo do Alamar. É fácil, basta clicar em CADASTRA AMIGOS, que está logo no menu ao lado esquerdo do site. Caso você já receba os emails, personalizados, é porque você já consta em meu banco de dados. Mesmo assim peço para que entre lá, a fim de atualizar as informações, para efeitos de estatística apenas. Basta colocar o seu email que o sistema mostra os dados que temos gravados.. Agradeço pela atenção e o carinho dos amigos. 

quarta-feira, 2 de maio de 2012


O valor de nossos pais


Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.

Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última entrevista e tomou a última decisão.

O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.

O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?" o jovem respondeu, "nenhuma".

O diretor perguntou, "Foi o teu pai que pagou as tuas  mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."
O diretor perguntou, "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu, "A minha mãe lava roupa."

O diretor pediu que o j ovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

O diretor perguntou, "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?", o jovem respondeu, "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."
O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltares, vais e limpas as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã."
O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa,  pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpas com água.
Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência academica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes  roupas pela sua mãe.
Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.

O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?"
O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."
O diretor pediu, "Por favor diz-me o que sentiste."
O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."

O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado."

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. 
O desempenho da empresa melhorou tremendamente.



Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver- se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro. Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vais sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos este tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?
Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a relva, por favor  deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.

Quais são as pessoas com mãos enrugadas por mim?

domingo, 29 de abril de 2012


É assim que esses vagabundos do governo
tratam a saúde das nossas crianças.
Vamos colocar para fora essa corja de miseráveis, vagabundos ladrões. 
Leiam ação do vagabundo do ex presidente lula !!!!!!!.
(ação do melhor presidente do Brasil nos ultimos tempo, segundos aqueles que têm rabo preso ou é ignorante e desinformado)

Vamos gente, vamos dá um basta.
A multimistura da Dra.Clara Brandão tem que ser a oficial, vamos lutar por isso.
Angela Carrera

terça-feira, 6 de março de 2012,
Blog do Adal.

Governo ignora composto que combate desnutrição
Farinha Multimistura, de eficácia comprovada na melhoria da qualidade alimentar foi deixado de lado em 2007 e merenda escolar utiliza produtos com maior custo e, segundo especialista, não tão eficazes. 
Recebi, na segunda-feira, o e-mail de meu amigo Carlos Vieira falando sobre a opção por parte do governo federal por enlatados da multinacional Nestlé em detrimento da Multimistura, uma espécie de farinha barata e acessível, desenvolvida desde 1975 pela pediatra formada pela USP (Universidade de São Paulo) dra. Clara Takaki Brandão. A princípio pensei se tratar de mais uma das lendas da internet. Mas havia tanta informação, que resolvi checar direto na fonte.
Qual não foi minha surpresa quando, poucas horas após ter enviado um e-mail, a própria dra. Clara me retorna a ligação e confirma o que foi publicado pela revista Isto É, em 2007. Naquela ocasião, o então ministro da Saúde, José Carlos Temporão, optou por compostos de uma multinacional, segundo a reportagem, bem mais caros do que o composto desenvolvido pela dra. Clara Brandão.
E a retaliação, em pleno governo Lula, chegou a tal ponto que a pediatra, que ocupava uma sala no Ministério da Saúde, teve a energia elétrica do local cortada por três meses, além de ter sido advertida para deixar o prédio ou teria seus pertences despejados. Ela relutou e fez a denúncia, ocasião em que a Isto É publicou a reportagem.
Mesmo tendo sido alijada do governo, a médica pediatra continuou seu sacerdócio e, apesar de não receber apoio e ser cerceada pelo governo federal ainda nos dias atuais, ela continua o trabalho com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas e lutar contra a desnutrição. Afinal, foi graças à mistura que, entre os anos de entre 1999 e 2004, período em que a Multimistura havia se popularizado em todo o Brasil, reduziu-se a mortalidade infantil em 13%.
A pediatra explica que a Multimistura é um composto que varia de região para região do País. Utiliza-se dos recursos naturais que cada região tem em particular, com o objetivo de formar um complexo alimentar capaz não apenas de combater a desnutrição, como também melhorar a genética do ser humano. Segundo a dra. Clara, os compostos da Multimistura têm até 20 vezes mais ferro e vitaminas C e B1 em relação à comida que se distribui nas merendas escolares de municípios que optaram por comprar produtos industrializados. Sem contar a economia: "Fica até 121% mais caro dar o lanche de marca", compara.
Esse trabalho começou a ser feito na década de 1970. Depois de formada em medicina, com especialização em pediatria e, já casada, mudou-se para a cidade de Miracema do Tocantins–TO. Lá montou, juntamente com o marido – também médico – e outros colegas de profissão, o primeiro Centro de Educação e Recuperação Nutricional, em 1972. A seguir viveu em Altamira–PA, na Transamazônica, e em Santarém–PA.
Em 1975, em Santarém, motivada pela seca que produzia um grande número de desnutridos, iniciou pesquisas sobre as preparações alimentares regionais disponíveis. Criou, então, a Ong SEARA (Sociedade de Estudos e Aproveitamento da Amazônia) que, com o apoio do Programa Casulo da LBA (Legião Brasileira de Assistência), montou 13 creches que chegaram a atender 390 crianças. No cardápio elaborado para as creches, sempre valorizou uma preparação única, com muita variedade e enriquecida com um concentrado de minerais e vitaminas. Assim nasceu a Multimistura.
Em quatro meses, usando cardápios enriquecidos e de alto valor nutritivo, baixo custo, paladar regionalizado, preparo fácil e rápido e que, acima de tudo, podia ser reproduzido em casa, as crianças se recuperavam. Desde 1976, a SEARA continua esse trabalho, mesmo após a extinção da LBA. A Multimistura se mostrou eficaz no combate à desnutrição e, desde então, colecionou vitórias pela qualidade de vida do ser humano. Todavia, nas merendas escolares distribuídas pelo Brasil afora segundo a médica, o domínio hoje é do composto Mucilon da Nestlé, e da farinha láctea, outro produto também fabricado pela multinacional, chamados por críticos de enlatados.
Durante muito tempo, a Pastoral da Criança ajudou na divulgação do trabalho da Multimistura, principalmente com o apoio de Dona Zilda Arns, falecida no terremoto do Haiti em janeiro de 2010. Hoje, segundo a dra. Clara, isso não mais ocorre, apesar de comprovada a eficácia. A Multimistura, de acordo com sua idealizadora, é bastante simples, barata e merece ser divulgada. Quem se interessar vai encontrar receitas regionais, dicas e sugestões para melhorar a alimentação e, sobretudo, para combater a desnutrição. O site é www.multimistura.org.br . Divulgue este site e ajude a melhorar a qualidade de vida da população. Faça sua parte e, se possível, cobre posicionamento das autoridades a esse respeito. Sempre que possível for, voltaremos a abordar esta questão no Blog do Adal e a trazer receitas e dicas interessantes da Multimistura.
Fonte: 
http://blogdoadal.blogspot.com.br/2012/03/governo-ignora-composto-que-combate.html

setembro de 2007 (Revista Isto É)

PIONEIRA Há mais de três décadas Clara Brandão criou um composto alimentar que revolucionou a nutrição infantil

A cena foi comovente.
O vice-presidente José Alencar preparava-se para plantar uma árvore em Brasília quando foi abordado por uma nissei de 65 anos e 1,60 m de altura.
Era manhã da quinta-feira, 6 de maio.                          
A mulher começou a mostrar fotografias de crianças esqueléticas, brasileiros com silhueta de etíopes, mas que tinham sido recuperadas com uma farinha barata e acessível, batizada de "multimistura".
Alencar marejou os olhos.
Pobre na infância no interior de Minas, o vice não conseguiu soltar uma palavra sequer.
Apenas deu um longo e apertado abraço naquela mulher, a pediatra Clara Takaki Brandão. Foi ela quem criou a multimistura, composto de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim.
 Foi esta fórmula que, nas últimas três décadas, revolucionou o trabalho da Pastoral da Criança, reduzindo as taxas de mortalidade infantil no País e ajudando o Brasil a cumprir as Metas do Milênio.
E o que a pediatra foi pedir ao vice-presidente?
Que não deixasse o governo tirar a multimistura da merenda das crianças.
Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse adotado oficialmente pelo governo.
Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão - mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem mais caros.(é lógico, na multimistura não dá para embutir 10, 20  ou mais por cento tão presentes na licitações de muitos governos)
"O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura", lamenta Clara.
Há duas semanas a energia elétrica da sala de Clara dentro do prédio do Ministério da Saúde foi cortada.                                    
Hoje, ela trabalha no escuro.
"Já me avisaram que agora eu estou clandestina dentro do governo", ironiza a pediatra.
Mas ela nem sempre viveu na escuridão.
Prova disso é que, na semana passada, o governo comemorou a redução de 13% nos óbitos de crianças entre os anos de 1999 e 2004 - período em que a multimistura tinha se propagado para todo o País.
Desde 1973, quando chegou à fórmula do composto, Clara já levou sua multimistura para quase todos os municípios brasileiros, com a ajuda da Pastoral da Criança.
Os compostos da multimistura têm até 20 vezes mais ferro e vitaminas C e B1 em relação à comida que se distribui nas merendas escolares de municípios que optaram por comprar produtos industrializados.
Sem contar a economia:
"Fica até 121% mais caro dar o lanche de marca", compara Clara.
Quando ela começou a distribuir a multimistura em Santarém, no Pará, 70% das crianças estavam subnutridas e os agricultores da região usavam o farelo de arroz como adubo para as plantas e como comida para engordar porco.
Em 1984, o Unicef constatou aumento de 220% no padrão de crescimento dos subnutridos.
Dessa época, Clara guarda o diário de Joice, uma garotinha de dois anos e três meses que não sorria, não andava, não falava.
Com a multimistura, um mês depois Joice começou a sorrir e a bater palmas.
Hoje, a multimistura é adotada por 15 países.
No Brasil só se transformou em política pública em Tocantins.
Clara acredita que enfrenta adversários poderosos.    (alguém tem alguma dúvida ???)            
Segundo ela, no governo, a multimistura começou a ser excluída da merenda escolar para abrir espaço para o Mucilon, da Nestlé, e a farinha láctea, cujo mercado é dividido entre a Nestlé e a Procter & Gamble
"É uma política genocida substituir a multimistura pela comida industrializada", ataca a pediatra.
A antiga Coordenadora Nacional da Pastoral da Criança, a saudosa Zilda Arns, reconheceu que a multimistura foi importante para diminuir os índices de desnutrição infantil.
"A multimistura ajudou muito", diz.
"Mas só ela não é capaz de dizimar a anemia; também se deve dar importância ao aleitamento materno."
 "ISTO É" procurou as autoridades do Ministério da Saúde ao longo de toda a semana, mas nenhuma delas quis se pronunciar.
"O multimistura é um programa que não existe mais", limitou-se a informar a assessoria de imprensa.
Gente, vamos repassar estas informações e tentar com que as autoridades se atenham a isso... mas é claro que vai ser difícil, pois a ganância dos políticos é impressionante... desumana, animalesca !!!